Mostrar mensagens com a etiqueta Literatura. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Literatura. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, dezembro 31, 2024

2024

 


domingo, dezembro 31, 2023

2023

 


2022



sexta-feira, dezembro 31, 2021

2021

 





2020

 


2019


2018

 




sexta-feira, janeiro 05, 2018

2017


domingo, janeiro 01, 2017

2016


sexta-feira, janeiro 01, 2016

2015

terça-feira, dezembro 30, 2014

2014


quarta-feira, janeiro 01, 2014

2013


sábado, julho 20, 2013

Laranjas e limões

Para quem não acredita num Deus dos Livros, como explicam então que tenha lido estes dois livros de seguida? Coincidência, não?

Every Friday five crates of oranges and lemons arrived from a fruiterer in New York—every Monday these same oranges and lemons left his back door in a pyramid of pulpless halves.
The Great Gatsby, F. Scott Fitzgerald

Todos los viernes llegaban de una frutería de San Anfiero cajas de naranjas y limones para los cócteles; y todos los sábados esos mismos limones y naranjas salían por la puerta de atrás de Villa Nemo convertidos en una pirámide de cáscaras vacías.
Suicidios Ejemplares, Enrique Vila-Matas

sábado, outubro 20, 2012

Manuel António Pina (1943 - 2012)

Era uma vez um menino que tinha um defeito de pronúncia. Não era capaz de dizer tê: dizia quê. Trocava o tê pelo quê. Trocava o têpluquê. Em vez de dizer tasa, como toda a gente, dizia casa; em vez de dizer tão, dizia cão; em vez de dizer tapete, dizia carpete (às vezes deixava uns tês para trás, deixava uns quês para crás). E assim por diante: em vez de dizer tábua, dizia cábula; em vez de dizer tu, dizia (rabo); em vez de dizer Tomé, dizia Comé; em vez de dizer taxímetro, dizia caxímetro, etc. (em vez de dizer etc., dizia ecc.). Esta história (em vez de dizer esta história, dizia esca escória) tem uma moral, é das que têm: é que todos os defeitos de pronúncia (como os outros defeitos todos, há uma história para cada defeito) têm também virtudes de pronúncia, senão eram defeitos perfeitos. Ao menino, como a toda a gente que tem defeitos de pronúncia, ENTARAMELAVA-SE-LHE a língua; este menino tinha sorte porque, como as letras do defeito dele eram o tê e o quê, a língua ENCARAMELAVA-SE-LHE e o menino gostava muito (goscava muico).

quinta-feira, agosto 02, 2012

Gore Vidal (1925 - 2012)

There is no human problem which could not be solved if people would simply do as I advise.

domingo, março 18, 2012

You a hard case

Black: What's the worst thing that ever happen to you? [...] Before this mornin. What was the worst thing.
White: I don't know.
Black: Well, let's pretend you dont know then. Still, do you reckon it was about you? Or about somebody close to you?
White: Probably someone close to me.
Black: I think that's probably right. Don't that tell you somethin?
White: Yes. Dont get close to people.
Black: You a hard case, man.

(The Sunset Limited, Cormac McCarthy)

domingo, março 11, 2012

Forced labor camp

Black: What's the world you now.
White: You dont want to hear.
Black: Sure I do.
White: I dont think so.
Black: Go ahead.
White: All right. It's that the world is basically a forced labor camp from which the workers - perfectly innocent - are led forth by lottery, a few each day, to be executed. I dont think that this is just the way I see it. I think it's the way it is. Are there alternate views? Of course. Will any of them stand close scrutiny? No.
Black: Man.
[...]
Black: And they aint nothing to be done about it.
White: No. The efforts that people undertake to improve the world invariably make it worse. I used to think there were exceptions to this dictum. I dont think that now.

The black sits back, looking down at the table. He shakes his head slightly.

White: What else do you want to talk about?

(The Sunset Limited, Cormac McCarthy)

domingo, outubro 16, 2011

Íntimos


Hoy todo el mundo es íntimo; amigo, nadie.

(Bioy Casares escreve sobre o facebook em 1969, no Diario de la guerra
del cerdo)

sexta-feira, outubro 07, 2011

Tranströmer sobre o casamento

And Seamus Heaney credited Tranströmer and his wife, Monika, with this marital advice: “Things will work fine as long as you see each other every six weeks ... Just don’t let more than six weeks go past.” (daqui)

sábado, setembro 03, 2011

Mais um ano

- [...] Trabalhar não é coisa assim tão boa.
- Disseram-lhes que é bom - respondeu Colin. - Em geral costuma achar-se que é bom. Mas a verdade é que ninguém pensa assim. Trabalha-se por hábito, justamente para não pensarmos nisso.
- [...]
- Mas será culpa deles, se pensam que trabalhar é bom?
- Não - disse Colin -, a culpa não é deles. Foi porque lhes disseram: «O trabalho é sagrado, é bom, é belo, é o que acima de tudo conta, e só os que trabalham têm direito a tudo». Mas sucede que as coisas estão feitas para serem obrigados a trabalhar o tempo todo, e dessa forma não podem aproveitar o facto de terem trabalho.
- Serão afinal estúpidos? - disse Chloé.
- Sim, são estúpidos - disse Colin. [...]

Boris Vian, A espuma dos dias, XXV