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sexta-feira, junho 03, 2011

Reflexão

Vou só ali reflectir junto das duas que sobram daquelas torres ali em baixo.
No Domingo, já depois de intensa reflexão, volto para votar no Jerónimo.

quinta-feira, novembro 02, 2006

Sightseeing

Hotel em Berlim. A e B estão na mesa ao nosso lado, quando chega uma terceira (C). Ler com sotaque de Royle Family.
C: Hello, we are going to the Bradenburg gate, and places like that. Do you want to come?
A: Yes, sure, we can all go together.
B: I thought you wanted to go shopping.
A: Oh, they are not going shopping?
B: No, they are going sightseeing here in Berlin.

(a outra reage como se isso nunca lhe tivesse passado pela cabeça, e esta fosse a ideia mais original do mundo)
A: Sightseeing? Oh... Here? That's also a good idea...
B: We could maybe do that tomorrow...
A: Ok. And will they still be there tomorrow?
B: You mean the sights? They are always there, aren't they?
A: Oh, I guess they are. We'll go sightseeing tomorrow then...

quarta-feira, novembro 01, 2006

Cosmopolita

Apenas 2 noites em Berlim. O suficiente para nos cruzarmos, de uma forma ou de outra, com as comunidades alemã, inglesa, irlandesa, americana, espanhola, russa, portuguesa, turca, brasileira.

Referendo

Local: bar na cave de um hotel na Alemanha profunda. Uns 6 a 8 homens, feios, altos e gordos, em geral de meia e chinelinho, rodeiam cada uma das 3 mulheres presentes no bar, também elas feias, altas e gordas, pelo menos uma delas bastante mais gorda que eles. Neste ambiente, entre dois gins, apenas uma pergunta me vem à cabeça:
Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da vida, se realizada, por opção da sociedade em geral e por razões estéticas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?

quinta-feira, outubro 05, 2006

Medo

Ainda na Lufthansa. Devido a alguma turbulência no voo, a senhora ao meio lado bufava, fincava as unhas nos apoios dos braços, suava (e era só pela turbulência, juro que não lhe toquei). Medo estampado na cara.
Percebo o medo de se ter um acidente de carro, por exemplo: a dor, as consequências para toda a vida. Num acidente de avião, ao contrário, por regra a morte imagino que seja imediata: nada de dor, nada de sofrimento a longo prazo.
A senhora tem medo de quê então?

quarta-feira, outubro 04, 2006

Companhias

Alguém uma vez disse (o Richard Branson?) que a forma mais fácil de ser milionário é primeiro ser bilionário e depois criar uma companhia aérea. A verdade é que, enquanto nomes estabalecidos iam à falência, as low-cost conseguiram alterar as regras do jogo e com um novo modelo de negócio serem (?) lucrativas. Se o cenário para as companhias existentes já não era muito favorável, com esta nova entrada ficou ainda pior.
A resposta poderia ser dada pelo lado dos custos (o que é obviamente difícil, porque significa jogar no terreno do adversário, e competir com alguém que está desde o início optimizado para o custo baixo), ou então optar pela diferenciação. Não fazer nada significa, imagino, a morte mais ou menos lenta.
É nisto que penso quando, como ontem, voo na Lufthansa e me oferecem um quadradito de arroz e um quadradito de feijão verde com raspas de cenoura e lhe chamam refeição. Ou seja, em vez da diferenciação as companhias tradicionais estão cada vez mais parecidas com as low-cost. Pela minha experiência com a Virgin Express ou com a Ryanair, a diferença é pouco mais que o Público grátis e o quadradito de arroz. Sendo assim, é difícil justificar a diferença de preço: o que se poupa numa low-cost é mais do que suficiente para uma boa refeição antes do voo, outra depois, e toda a literatura de bordo que preciso.
Dito isto, porque estava eu a voar com a Lufthansa? Porque não sou eu que pago, basicamente. As empresas são tipicamente mais lentas a aderir a estes modelos: vi por exemplo muitas pessoas a aderir ao Skype em casa, e só bastante mais tarde as empresas a procurarem soluções VOIP. Lentas, mas acabam por chegar lá. E depois, Lufthansa?

segunda-feira, setembro 18, 2006

Antuérpia, Agosto 2006

(Jan Fabre, Koninklijk Museum voor Schone Kunsten)

domingo, setembro 17, 2006

Ghent, Agosto 2006

ou: Como é bom clima é Portugal.

sexta-feira, setembro 15, 2006

Bruxelas, Agosto 2006

sexta-feira, junho 02, 2006

Frankfurt (regresso)

Parece piada, mas não é.
Conversa no aeroporto, entre uma mãe e uma filha com uns 5 anos:
- Ó mãe, quanto quilómetros são da Suiça para o Porto?
- Dois mil.
- Dois mil? A pé?
- Filha, não, de carro. A pé não sei...

segunda-feira, maio 29, 2006

Frankfurt 6

Dois dias a conhecer a região de Hesse e do Reno, duas vezes parado na auto-estrada pela polícia. Da primeira vez abordado numa bomba de gasolina, na segunda na própria auto-estrada: ultrapassaram-me, olharam, deixaram-se ultrapassar, olharam, ultrapassaram-me novamente, olharam, e acenderam as luzes de Follow me. Houve ainda uma terceira vez em que repetiram a história do ultrapassar/olhar, mas acabaram por não optar pelo Follow me.
Das duas vezes praticamente a mesma história; nada do que estamos habituados: nem carta de condução, nem estado dos pneus, nem selo municipal. Apenas: Passport? Seguido de Weapons? Hashish? e You have not been in Amsterdam? Depois, revisão completa ao carro, carteira, bolsos. Da primeira vez retiraram até o pneu sobressalente; da segunda ignoraram o pneu, mas levantaram o banco traseiro. Nada de weapons ou hashish, contudo.
Moral da história? Não sei bem, mas tenho realmente que melhorar a minha imagem. E amanhã vou verificar os pacotes de leite, provavelmente anda lá alguém parecido comigo. Ou eu próprio até, quem sabe.

Frankfurt 5

Evitando os clubes, optamos pelo bar Moseleck, mesmo em frente ao hotel e provavelmente o pior da cidade. Duas mulheres dançam ao som da jukebox; a mais nova, a terminar os quarenta ou talvez a começar os cinquenta, aponta para a outra e diz-nos que "Sie ist meine Mama". Um freak vem de lá do fundo proposidamente para nos prometer "Friendship for eternity", sabe-se lá porquê. Atrás de um balde espreita ameaçador um taco de basebol, que certamente teria grandes histórias para contar.

Frankfurt 4

Até ontem associava Frankfurt a aeroporto, arranha-céus e Goethe. Graças ao Bahnhofsviertel, associo-a agora a neons, sex shops e peep shows.

Frankfurt 3

Saímos do hotel. Ao lado, à porta de um prédio com aspecto normalíssimo, uma menina com aspecto normalíssimo pisca o olho e diz: Do you want to come? (ou seria cum?) Mais à frente um rapaz sai de umas cabines ainda a apertar as calças. Confirma-se, estamos no red light.

Frankfurt 2

Pedi na empresa para me reservarem um hotel em Frankfurt. Fizeram-me a reserva no Bahnhofsviertel, o bairro em frente à estação central. Para quem não conhece, é o red light daqui da zona. Não sei porque foram fazer a reserva logo neste bairro, mas de qualquer forma tenho de me lembrar de tentar melhorar a minha imagem na empresa quando voltar.

Frankfurt 1

Parecendo que não, o 1º mundo tem as suas vantagens. Na rua o portátil detecta 27 redes, no hotel 7. Ligo-me a um deles à sorte, e funciona. Pausa interrompida, portanto.

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Português para Inglês ver

Televisão de circuito fechado estar em vigor. Quando fechado não entrar esta parque.

(foto tirada no supermercado Modelo, Algarve Shopping)

sexta-feira, setembro 30, 2005

O meu mundo...

... a aumentar logo que possível ...


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