Trouxe-me memórias o jogo de ontem do Sporting em Alvalade. Empatou a dois depois de ter estado a perder por 2-0, resultado conseguido talvez graças a algum puto, numa qualquer aldeia do país, fechado num carro coberto de espuma e com jactos de mangueira a bater nos vidros (já explico).
Naquele tempo o futebol celebrava-se ao Domingo à tarde. Não sei que idade teria, mas primária certamente. Era então Domingo, dia também de rotinas como ir à aldeia visitar os avós e lá lavar o carro. E era dentro desse carro - coberto de espuma e com jactos de mangueira a bater nos vidros - que eu ouvia os relatos do Alves dos Santos e do Ribeiro Cristóvão.
Não recordo muito mais do jogo, nem qual seria o adversário. Sei que o Benfica perdia por 2, e eu rezava baixinho por uma recuperação, no misto de fé e superstição que frequentemente caracteriza os adeptos. Já perto do final, em o resultado se mantendo, pedi um sinal (na altura não sabia que sinais não se pedem). Ok, já está a acabar, até com a Tua ajuda será difícil ganhar o jogo, mas acreditarei que aí estás se conseguires pelo menos um empate.
O Benfica marcou dois golos nos descontos e empatou o jogo. Nunca soube se por culpa minha perdemos ou ganhamos um ponto, mas aprendi uma lição nesse dia: nunca pedir 2 se podes pedir 3. Desde aí peço em grande, mas Ele, sem falar, vai dizendo: Da primeira caí; não cumpriste e agora quem não acredita em ti sou eu.
Mostrar mensagens com a etiqueta Eu. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Eu. Mostrar todas as mensagens
domingo, setembro 30, 2012
sexta-feira, setembro 28, 2012
Um bom dia
No seu caso, sim, é recomendada a cirurgia porque ainda é muito novo.
Um bom final de dia, portanto: afinal já não é todos os dias que me chamam muito novo.
Um bom final de dia, portanto: afinal já não é todos os dias que me chamam muito novo.
segunda-feira, abril 30, 2012
terça-feira, setembro 13, 2011
domingo, abril 24, 2011
sexta-feira, fevereiro 18, 2011
Do negócio da saúde
Tui, oito e qualquer coisa da noite. "Precisava" de um livro em castelhano e como a Casa del Libro em Vigo só fecha às 9:30 decidi passar lá. Estava escrito que não haveria de ser.
Já em Vigo, talvez o último semáforo antes do destino. Um puto num C180K novo "cerró los ojos solamente por um instante". Choque em cadeia envolvendo quatro carros, o meu lá no meio, polícia a tirar fotografias, ambulância, três reboques, the whole nine yards.
Da ambulância alguém vem falar connosco. Simpático, quase demasiado simpático. Aparentemente não temos nada, digo. Olhe que neste casos nunca se sabe, mais vale ver pelo sim pelo não; já aquecemos a ambulância, vão ficar confortáveis lá dentro enquanto se trata de tudo com a polícia.
Urgências do Hospital Nuestra Señora de Fátima (ao tu que estás aí em cima: se isto de Nossa Sra de Fátima foi um sinal, não resultou; desculpa, não consigo mesmo). Na sala apenas 2 casais além dos envolvidos no acidente. Ninguém de etnia minoriária oriunda da Índia, por isso nem sei se tecnicamente se pode chamar uma Sala de Urgências. Dois exames rápidos, uma radiografia. Confirma-se, claro, que não se passa nada.
Após algumas semanas chegou a factura. 400 euros. Oitenta contos no nosso dinheiro.
A decisão foi, não digo que não, a correcta: pelo sim pelo não é melhor verificar se não há mesmo nada. Mas, mesmo assim: o que muda, e em quem vamos confiar, quando, no fundo, das ambulâncias, vestidos de branco, saem não enfermeiros mas vendedores?
Já em Vigo, talvez o último semáforo antes do destino. Um puto num C180K novo "cerró los ojos solamente por um instante". Choque em cadeia envolvendo quatro carros, o meu lá no meio, polícia a tirar fotografias, ambulância, três reboques, the whole nine yards.
Da ambulância alguém vem falar connosco. Simpático, quase demasiado simpático. Aparentemente não temos nada, digo. Olhe que neste casos nunca se sabe, mais vale ver pelo sim pelo não; já aquecemos a ambulância, vão ficar confortáveis lá dentro enquanto se trata de tudo com a polícia.
Urgências do Hospital Nuestra Señora de Fátima (ao tu que estás aí em cima: se isto de Nossa Sra de Fátima foi um sinal, não resultou; desculpa, não consigo mesmo). Na sala apenas 2 casais além dos envolvidos no acidente. Ninguém de etnia minoriária oriunda da Índia, por isso nem sei se tecnicamente se pode chamar uma Sala de Urgências. Dois exames rápidos, uma radiografia. Confirma-se, claro, que não se passa nada.
Após algumas semanas chegou a factura. 400 euros. Oitenta contos no nosso dinheiro.
A decisão foi, não digo que não, a correcta: pelo sim pelo não é melhor verificar se não há mesmo nada. Mas, mesmo assim: o que muda, e em quem vamos confiar, quando, no fundo, das ambulâncias, vestidos de branco, saem não enfermeiros mas vendedores?
quinta-feira, janeiro 20, 2011
domingo, janeiro 09, 2011
segunda-feira, novembro 22, 2010
quinta-feira, outubro 15, 2009
Quem não rouba nem herda
"Well, in our country," said Alice, still panting a little, "you'd generally get to somewhere else -- if you ran very fast for a long time, as we've been doing."
"A slow sort of country!" said the Queen. "Now, here, you see, it takes all the running you can do, to keep in the same place. If you want to get somewhere else, you must run at least twice as fast as that!"
"A slow sort of country!" said the Queen. "Now, here, you see, it takes all the running you can do, to keep in the same place. If you want to get somewhere else, you must run at least twice as fast as that!"
segunda-feira, setembro 28, 2009
quarta-feira, setembro 23, 2009
Rococó
E eu que sempre pensei que isto significava que o Mesquita Machado era fã dos Cure.




(texto sobre André Soares e o Rococó aqui: http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/3867.pdf)




(texto sobre André Soares e o Rococó aqui: http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/3867.pdf)
terça-feira, julho 29, 2008
Já foram
Uma das vantagens de ter um blog raramente actualizado e ainda menos lido é que se pode ir de férias e voltar, e nem se nota.
segunda-feira, maio 26, 2008
Tradições
Não somos tantos como isso, mas somos bons e apostados em manter vivas as ancestrais tradições deste país. Parabéns, portanto, aos 5168 portugueses que hoje às 11 da noite estavam no site das finanças a preencher o IRS.
sábado, dezembro 01, 2007
Distraída
Ontem, na Fnac. Uma senhora, classe média e aspecto razoável, vem com a filha pela mão e pega no Equador para folhear.
- Este sim, escreve muito bem: foi o melhor livro que já li.
Espera uns momentos para que a filha possa assimilar toda a sabedoria da frase anterior, e prossegue:
- Não sei é se já editou mais algum. Vamos perguntar.
- Este sim, escreve muito bem: foi o melhor livro que já li.
Espera uns momentos para que a filha possa assimilar toda a sabedoria da frase anterior, e prossegue:
- Não sei é se já editou mais algum. Vamos perguntar.
terça-feira, novembro 20, 2007
Meias
- Queria 6 pares de meias pretas, por favor.
- Lamento, mas as meias pretas estão esgotadas.
- Ah, é pena. Levo só um edredon de solteiro e a loja, por favor.
- Lamento, mas as meias pretas estão esgotadas.
- Ah, é pena. Levo só um edredon de solteiro e a loja, por favor.
sábado, novembro 03, 2007
Da incompetência
Estou a ver o No Direction Home no canal 2 e vou-me rindo, alternadamente, das respostas de Dylan aos jornalistas (Quantos escritores de intervenção como eu existem? Ah? Quer saber quantos? Cerca de 136. 136 ou 142.) e da legendagem (péssima). Um exemplo, de memória: sobre um concerto, alguém se refere ao "sound coming from the speakers"; tradução: "o som vindo dos intervenientes(!)". Segundo exemplo: Dylan falta de pessoas comuns, "people like you and me"; tradução: "as pessoas gostam de você e de mim". (não estive sempre a ouvir com atenção, confesso, e pode até ter-me falhado alguma coisa nestes exemplos, mas haveria vários outros igualmente maus)
Assim como em pequenos acreditamos que os nossos pais sabem tudo, também acreditamos que os vários profissionais são competentes. Lembro-me de ter começado a dar formação (tinha 15, 16 anos) e a partir daí olhar de forma diferente para os meus professores, percebendo o quão incompetentes eram na generalidade. A mesma coisa se passou quando tive o primeiro emprego fixo, e olhei em volta e vi que a incompetência era a normalidade.
E lembro-me de pensar, assustado, que o mesmo se deve passar nas profissões às quais vou confiando a minha vida, desde médicos a pilotos de avião. Ainda não recuperei do susto.
Assim como em pequenos acreditamos que os nossos pais sabem tudo, também acreditamos que os vários profissionais são competentes. Lembro-me de ter começado a dar formação (tinha 15, 16 anos) e a partir daí olhar de forma diferente para os meus professores, percebendo o quão incompetentes eram na generalidade. A mesma coisa se passou quando tive o primeiro emprego fixo, e olhei em volta e vi que a incompetência era a normalidade.
E lembro-me de pensar, assustado, que o mesmo se deve passar nas profissões às quais vou confiando a minha vida, desde médicos a pilotos de avião. Ainda não recuperei do susto.
segunda-feira, outubro 01, 2007
É que me lixo...
Será que as pessoas com quem me cruzo apenas quando vou levar o lixo à rua sabem que, em circunstâncias normais, não cheiro a comida estragada?
terça-feira, setembro 11, 2007
Escola virtual

Numa conhecida loja de electrodomésticos, decidiram que o DVD Escola Virtual: Matemática 9º Ano ficava bem ao lado de Tentações Anais. Parece-me que faz sentido; aliás, o autocolante "Melhora as tuas notas" poderia até ter sido colado também no das tentações...
domingo, agosto 12, 2007
A internet reabre amanhã abre às 8h
A disponibilização de serviços na Web, já se sabe, implica uma mudança de paradigma que nem sempre é fácil de colocar em prática. Alguns casos, no entanto, são difíceis de compreender: esta é a mensagem apresentada pelo site da segurança social, após ter pedido para disponibilizar a minha situação contributiva a outra entidade:
Subscrever:
Mensagens (Atom)
