terça-feira, março 27, 2012

Mano Solo - Allô Paris

Hoje fizeram-me lembrar isto. Obrigado.

domingo, março 18, 2012

You a hard case

Black: What's the worst thing that ever happen to you? [...] Before this mornin. What was the worst thing.
White: I don't know.
Black: Well, let's pretend you dont know then. Still, do you reckon it was about you? Or about somebody close to you?
White: Probably someone close to me.
Black: I think that's probably right. Don't that tell you somethin?
White: Yes. Dont get close to people.
Black: You a hard case, man.

(The Sunset Limited, Cormac McCarthy)

domingo, março 11, 2012

Forced labor camp

Black: What's the world you now.
White: You dont want to hear.
Black: Sure I do.
White: I dont think so.
Black: Go ahead.
White: All right. It's that the world is basically a forced labor camp from which the workers - perfectly innocent - are led forth by lottery, a few each day, to be executed. I dont think that this is just the way I see it. I think it's the way it is. Are there alternate views? Of course. Will any of them stand close scrutiny? No.
Black: Man.
[...]
Black: And they aint nothing to be done about it.
White: No. The efforts that people undertake to improve the world invariably make it worse. I used to think there were exceptions to this dictum. I dont think that now.

The black sits back, looking down at the table. He shakes his head slightly.

White: What else do you want to talk about?

(The Sunset Limited, Cormac McCarthy)

sábado, janeiro 14, 2012

Influências

Tanto o Governo como os nomeados para o CGS da EDP insistem que foram escolhidos apenas pelos accionistas. E o pior é que acredito.

Se tivesse sido o Governo a colocar esta gente na EDP significaria que de alguma forma o Estado (ou seja, em princípio, "nós todos") ainda mantém de alguma forma influência na empresa. E com isso posso eu bem.

Sendo a EDP a escolher estes nomes, todos eles ligados aos partidos no poder, isso significa que essa empresa chinesa, que em Portugal ainda actua em grande parte num mercado regulado, considera que colocando lá os amigalhaços conseguirá influenciar as decisões dos reguladores. E isso já me deixa menos descansado, confesso.

domingo, janeiro 01, 2012

366

2012, o pior ano de sempre, é bissexto. Só pode ser obra do trissexto.

And it was New Year's

Nick and Socorro broke up
And Candice wouldn’t shut up
Fin he recorded the whole thing
Ray he said damn you
And someone broke my camera
And it was New Year's
And we all started to sing

sábado, dezembro 31, 2011

O optimismo possível

2011 não foi mau. Principalmente se comparado com 2012.

sexta-feira, dezembro 02, 2011

O senão sem a bela

O pior de tudo é ter uma crise de 29 sem ter tido os gloriosos anos 20.

domingo, novembro 13, 2011

Azar

Inúmeras vezes tentaram implementar medidas que mudassem Portugal. Sem sucesso.

É um azar do caralho que desta vez vão conseguir, agora que o objectivo declarado é empobrecer o país.

terça-feira, outubro 25, 2011

Equidade

À primeira vista este orçamento é realmente pior para a função pública, e até comentei isso ali em baixo. Mas também me parece aceitável o argumento que ou era isto ou despedimentos em massa (falava-se em 50 a 100 mil), e vejo pouca gente a defender que se deveria ter optado pelos despedimentos (ainda que aí sim o corte na despesa seria estrutural, e não apenas por 2 anos). E a verdade é que se no público se optou por baixar para evitar despedir, no privado não houve opção: por despedimentos ou por falências já centenas de milhar perderem mesmo o emprego.

domingo, outubro 23, 2011

O guia

Estive fora e não segui tudo, mas pelo que percebi o Khadafi foi bombardeado com uma bala na cabeça, certo?


Entretanto, mesmo após a sua morte, o grande enigma à volta de Khadafi continua: como raio se escreve o nome do homem?

segunda-feira, outubro 17, 2011

O mundo pula e avança

Mais um sinal de quanto o mundo mudou: há uns anos este acordo era criticado, e que somos invadidos por dentistas brasileiros, e blá blá.
Hoje exigimos que o mesmo acordo seja respeitado.




(notícia tsf)

domingo, outubro 16, 2011

Íntimos


Hoy todo el mundo es íntimo; amigo, nadie.

(Bioy Casares escreve sobre o facebook em 1969, no Diario de la guerra
del cerdo)

sexta-feira, outubro 14, 2011

Bens essenciais

O IVA dos livros vai-se manter, pelo que parece, com a taxa reduzida. É a vantagem de por cá se ler pouco: o Passos deve ter achado que se alterasse a taxa também não ia daí tirar grande receita.

quinta-feira, outubro 13, 2011

First they came

First they came for the communists, and I didn't speak out because I wasn't a communist. Then they came for the trade unionists, and I didn't speak out because I wasn't a trade unionist. Then they came for the Jews, and I didn't speak out because I wasn't a Jew. Then they came for me and there was no one left to speak out for me.

Agora repetir com "primeiro foi a função pública..."

Contas

Os portugueses há muito se habituaram a ter que fazer contas à vida dependendo de terceiros.

Mas até aqui era só no futebol.

14 vezes pouco é pouco na mesma

Parece que passa a imagem lá para fora, até falando com estrangeiros, que os portugueses são uns mandriões que trabalham 11 meses e recebem 14. Seria importante que alguém explicasse a esses estrangeiros quanto ganha um português ao ano, de forma que pudessem comparar com o seu próprio salário.

domingo, outubro 09, 2011

Midnight in Paris

Desta vez é um improvável Owen Wilson que faz de Woody Allen. E como não gostar de uma personagem que frequenta a Shakespeare and Co?


(fotos Dezembro 2009)

PS: O argumento para este filme, como se sabe, anda na cabeça do senhor há meio século. Ah, os sixties...

sexta-feira, outubro 07, 2011

Tranströmer sobre o casamento

And Seamus Heaney credited Tranströmer and his wife, Monika, with this marital advice: “Things will work fine as long as you see each other every six weeks ... Just don’t let more than six weeks go past.” (daqui)

terça-feira, outubro 04, 2011

Nós, redículos



Francisco Van Zeller - "Não podemos evitar que haja manifestações na rua, era muito esquisito, éramos um povo de molengas se por acaso não fossem para a rua, já viu que ridículo que era este povo aceitar estes sacrifícios e não ir para a rua, não fazer barulho, não fazer um desfile, não fazer uma greve, parecíamos parvos... ou mortos."