sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Do negócio da saúde

Tui, oito e qualquer coisa da noite. "Precisava" de um livro em castelhano e como a Casa del Libro em Vigo só fecha às 9:30 decidi passar lá. Estava escrito que não haveria de ser.

Já em Vigo, talvez o último semáforo antes do destino. Um puto num C180K novo "cerró los ojos solamente por um instante". Choque em cadeia envolvendo quatro carros, o meu lá no meio, polícia a tirar fotografias, ambulância, três reboques, the whole nine yards.

Da ambulância alguém vem falar connosco. Simpático, quase demasiado simpático. Aparentemente não temos nada, digo. Olhe que neste casos nunca se sabe, mais vale ver pelo sim pelo não; já aquecemos a ambulância, vão ficar confortáveis lá dentro enquanto se trata de tudo com a polícia.

Urgências do Hospital Nuestra Señora de Fátima (ao tu que estás aí em cima: se isto de Nossa Sra de Fátima foi um sinal, não resultou; desculpa, não consigo mesmo). Na sala apenas 2 casais além dos envolvidos no acidente. Ninguém de etnia minoriária oriunda da Índia, por isso nem sei se tecnicamente se pode chamar uma Sala de Urgências. Dois exames rápidos, uma radiografia. Confirma-se, claro, que não se passa nada.

Após algumas semanas chegou a factura. 400 euros. Oitenta contos no nosso dinheiro.

A decisão foi, não digo que não, a correcta: pelo sim pelo não é melhor verificar se não há mesmo nada. Mas, mesmo assim: o que muda, e em quem vamos confiar, quando, no fundo, das ambulâncias, vestidos de branco, saem não enfermeiros mas vendedores?

3 comentários:

preto disse...

sabes que a crise tb existe em espanha? vais pagar ou optar por não ir a vigo nunca mais?

Rui Dantas disse...

a ver... a ideia é que seja o seguro do gajo do mercedes a pagar...

M. disse...

Se estás a espera do seguro...Nunca mais vais à Vigo...